NOTA: Vamos publicar nos próximos dias, histórias de ficção, onde aplicaremos palavras utilizadas na nossa região, termos em desuso e outros escritos da maneira como se diziam. Uns já em fase de esquecimento, outros ainda actuais, fizeram com que um grupo de amigos à mesa do café ou em" conversas de rua, fossem relembrando tais palavras e frases que pensamos reunir, para as perpetuarmos em Português mal "dizido". O Albano Marreco, descoIhambado como sempre, passava os dias, feito charcuteiro, pelas ruas da aldeia. Homem grosso, matarruano e corrieiro, feito catrapão, levava de boca em boca os escândalos da sua terra. De trato rude e sarrento, vestia sempre calças de sarrubeco aconapadas, e disfraldado, mostrava as pilhencras da barriga, como sabolão que era. Agarrado à côdia, o matrafão largava fel que nem cão de Niza, por mor dos Homens lá da terra, que deveras o atazanavam. Acachapado, o pisconoiteiro, era atravessado da moleirinha e, em noites de borracheira,...